Cinema: Olhar de Cinema - A noite e os dias de Miguel Burnier mostra os efeitos devastadores de uma grande mineradora no distrito mineiro de Ouro Preto
Para quem gosta de cinema e quer um passeio diferente, existem opções de cinema ao ar livre que acontecem temporariamente. O objetivo é ocupar a cidade de uma forma diferente e interessante.
A noite e os dias de Miguel Burnier
Mostra Competitiva Brasileira
Mais um filme no Olhar de Cinema que coloca a mineração como assunto. Em Yellow Cake intetesses estrangeiros explorando o urâneo para tentar acabar com a dengue; Maxita mostrando o terror vivido pelo povo yanomami devido à invasão de fazendeiros e exploradores de produtos, entre eles, mineradores, nas suas terras, com ameaças de morte.
Como sabemos, o minério é a fonte de renda de muitas regiões, em Minas especialmente, mas quem lucra é quem detém o poder econômico.
O ciclo de mineração sempre foi um risco à segurança e afetou negativamente o povoado.
O filme mostra o dia a dia de Miguel Burnier, um distrito pertencente à histórica cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Fundada no fim do século XIX, a vida da comunidade sempre foi em função da mineração.
Um lugar que parece parado no tempo e que sempre sofreu com a exploração desenfreada da terra e com a consequente destruição do solo e sem outras fontes de sobrevivência.
Região rica em topázio que o povo simples conseguia habitar, apesar das dificuldades .
Com a chegada da Guerdau, a empresa tomou conta de tudo e tirou o sustento de que lá vivia, demitindo moradores pra cobtratar pessoas mais "habilitadas".
Vida e morte têm um limite tênue devido à vulnerabilidade dos moradores, muitos com a bebida como companheira, um clico vicioso e sem fim.
O filme tem como personagens pessoas comuns e reais que habitam um lugar que não oferece oportunidades e se transformou numa terra praticamente inóspita, assombrada, tediosa e sem brilho porque muita gente a abandonou, sem o transporte ferroviário, ou melhor, só vemos, numa longa cena, a imensidão do minério da grande mineradora... o vazio se ampliou e casas históricas estão esperando uma restauração que nunca ocorre, tudo retrato do capitalismo que só dá espaço para quem tem poder e é rico empresário.
O público acompanha, em especial, um grupo de amigos que mostram o quanto residem num lugar onde a perspectiva de futuro é quase inexistente. Apesar do marasmo ainda existe espaço para a poesia. Acompanhamos detalhes da rotina da população com frustrações, mas com sonhos e desejos intensos. É o aniversário, a presença de um bebê, esperança; o culto/ procissão, a dança de uma mulher...
Um olhar para um povo invisível, ainda mais que o distrito faz parte de Ouro Preto, famoso pelo mundo, gerando turismo e dividendos. A linguagem é o minerês e se por um lado mostrar a simplicidade das pessoas diante de um mundo mesquinho, por outro lado, fica complicado entender as falas. Um jeito de se comunicar que revela o jeito de ser de um Brasil tão necessitado de atenção! Enquanto empresas como a Guerdau dominarem a economia, no caso o setor de minério, a dignidade humana sempre estará por um fio.
É uma exploração sem limitrs, destruindo terras, a natureza cidades, acabando com vidas e deixando populações em condições de vulnerabilidade. Nem direito à terra esse povo sofrido tem, como o documentário mostra num certo momento: uma famíla que abandonou a sua casa teve o terreno tomado pela Gerdau. A empresa diz que foi uma compra, mas um familiar garante que nada foi vendido. Eis a explicação do poder dessas empresas... elas sempre têm razão e nunca pagam justamente o mal que causam ( vide Brumadinho).
Em Miguel Burnier não houve vazamento de minério, mas a Gerdau tirou do lugar a sua vivacidade e o deixou com apenas uma dezena de moradores. Ora, ficar num lugar assim é olhar a paisagem, assistir TV e mais nada, como diz uma das participantes do filme! Como extrair o minério de forma particular e competir com uma estrutura de última geração?
E à noite tudo piora, o bre no povoado x a luz da mineradora e o barulho das máquinas...

Miguel Burnier é um distrito histórico de Ouro Preto (MG), localizado a cerca de 40 km da sede do município. Fundado no século XVI como região do Rodeio e antes chamado de São Julião, foi renomeado em 1948 em homenagem ao engenheiro francês Miguel Noel Nascentes Bournier, fundamental para a expansão ferroviária na região.

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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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