A Raiz
Um espetáculo delicado. Uma homenagem à poesia de Newton Moreno.
Um texto que trata de um tema que coloca na nossa cara o quanto o preconceito ocasiona desrespeito e tragédias no mundo atual .
A história de um menino andrógino, a descoberta do amor, da sexualidade e também do preconceito que emana de uma sociedade que não sabe lidar com as diferenças.
Um conto de Newton Moreno que conta com a narração singela de Claudio Fontana. Uma emocionante contação de história com uma teatralidade vigorosa.
Fontana interpreta pela primeira vez um solo, um texto que foi criado por Moreno em resposta a um triste fato: o Brasil lidera há 18 anos consecutivos o ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis (segundo a ANTRA), uma liderança de uma violência frequente contra a população LGBTQIAPN+ (que é monitorado pelo Grupo Gay da Bahia - GGB).
Em pleno 2026, com tanta informação e desenvolvimento, a mente humana ainda é fechada para aceitar e respeitar a diversidade e as diferenças.
A obra é extremamente atual e coloca em discussão o quanto a busca de identidade é complicada numa sociedade onde o conservadorismo impera e o preconceito é crescente.
Fontana narra a vida de uma pessoa transgênero e os tortuosos caminhos que ela enfrenta para simplesmente viver plenamente, com os percalços impostos pela pela família e uma sociedade hipócrita e arraigada à moralismos hipócritas.
Newton Moreno conta que A Raiz teve como inspiração um povo andino, no qual só as mulheres cuidavam do plantio. “De imediato esta conexão feminina me encantou, pelo que tem de empoderamento e poesia. Daí, claro, retornei ao mundo LGBTQIAPN+ e ao protagonismo do feminino, e teci uma fábula sobre afirmação, reconhecimento, pertencimento, através de um personagem que aprende a escutar sua essência, sua natureza, sua raiz. Então, vence qualquer impedimento social para exercer sua identidade plena, tema que considero relevante em tempos de revisão histórica. Quis construir uma história, que ainda que venha atravessada de violências, seja afirmativa, solar, para nos dar força, futuro, saídas”, revela.
Foi Moreno quem apresentou o texto a Elias Andreato. Segundo o diretor: “a peça é uma fábula sobre aquilo que nasce quando alguém ousa ser quem é, porque há verdades que a terra não enterra. O texto fala sobre identidade, intolerância e resistência, tendo a terra como memória, corpo e lugar de renascimento”, diz.
E foi através de Andreato que Claudio Fontana conheceu o texto e ficou encantado com a poesia do conto, bem como com a potência do texto em evidenciar o quanto a sociedade preconceituosa impede a felicidade de quem apenas quer amar e ser feliz.
“O conto fala da força da natureza que é maior que o preconceito e intolerância dos homens. Eis o recado da raiz: toda forma de amor precisa ser aceita”, diz o ator, produtor e idealizador do projeto.
A estreia de A Raiz é mais uma parceria entre Elias Andreato e Claudio Fontana, que começou em 2025 com Adivinhe quem vem para rezar, de Dib Carneiro Neto. Nesse espetáculo, Fontana estava ao lado de Paulo Autran sob a direção de Andreato. Ao todo são 10 espetáculos: Além de "Adivinhe", Mãe é Karma, Um Réquiem para Antônio, Esperando Godot, Édipo Rei, Amigas Pero No Mucho, Estado de Sítio, Andaime, A Última Sessão de Freud e Primeiro Hamlet.
O figurino é assinado pelo renomado artista de teatro Gabriel Villela, que mantém uma longinqua parceria profissional com Fontana e foi o diretor de Um Réquiem Para Antônio, Estado de Sítio e Primeiro Hamlet.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Newton Moreno
Direção: Elias Andreato
Atuação: Claudio Fontana
Figurino: Gabriel Villela
Cenografia e Trilha Sonora: Elias Andreato
Iluminação: Cleber Eli
Assistência de Direção: Nilton Bicudo
Operador de Luz: Pedro Moura
Operador de Som: William Siqueira
Técnico de palco: Danilo Queiroz
Assistência de Palco: Azre Azevedo
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Comunicação Digital: Nanda Rovere
Programação Gráfica e Fotografia: Renata Monteiro
Produção Executiva: Augusto Vieira
Direção de produção: Claudio Fontana
Sinopse de observações sobre a montagem
A Raiz é um monólogo onde a personagem única é um narrador que conta a estória de um menino andrógino, a descoberta de sua sexualidade, do amor e do preconceito da sociedade.
Um conto repleto de poesia e delicadeza escrito por Newton Moreno, um dos mais premiados dramaturgos nacionais, narrado pelo ator Claudio Fontana e dirigido por Elias Andreato.
Nesse trabalho, o teatro une reflexão e encantamento a partir da narrativa de um ator experiente, que está só em cena, mas ocupa o palco com muita competência, dando a cada fala a entonação certeira para que o público mergulhe num universo poético e dramático, onde realismo fantástico, desejos, frustações e sonhos se misturam com maestria. Fontana comunica pelo olhar, com gestos e potência vocal que transmite toda a força poética do texto. A trilha sonora evoca a necessidade da conexão com a mãe-terra para que ocorra a libertação das prisões e opressões da sociedade. Um encontro com o espírito solar da mãe-terra e uma relação de respeito que mantém com uma prima é que o liberta das amarras sociais hipócritas e moralistas.
O figurino de Villela reforça a androginia do personagem com vestidos, saia e roupas masculinas; cores que se alternam entre solar e lunar, com detalhes artesanais típicos das criações de um grande e sensível artista.
Serviço:
A Raiz, de Newton Moreno
Temporada: 24 de outubro a 29 de novembro de 2026
Aos sábados e domingos, às 18h30
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno - Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo – SP, 01326-010
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Bilheteria: do Teatro Sergio Cardoso, aberta nos dias de espetáculo, das 14h até o início da atração. Contato bilheteria: (11) 3288-0136
Vendas online: via Sympla
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Visitas guiadas ao palco e tateamento da cenografia e figurinos para pessoas com deficiência visual. |