Eventos: Coletivo 28 Patas Furiosas propõe o recurso mínimo na criação artística
O grupo realiza o mOno_festival: em 11 dias, 10 ações artísticas entre teatro, dança, performance e música, além de um Cabaré e atividades formativas
De 14 a 24 de setembro de 2018, o coletivo 28 Patas Furiosas realiza o mOno_festival - uma mostra com apresentação de trabalhos solos em diferentes linguagens, dança, música, teatro e performance, além de um Cabaré de variedades, uma roda de conversa com os artistas participantes e ações formativas.
O eixo curatorial do evento traz artistas de diferentes estilos e origens e trabalha com as seguintes indagações: qual o mínimo necessário para que uma ação artística aconteça?
Sobre a ideia de não limitar a programação em uma só linguagem artística: “A atual circunstância de crise político-econômica no país faz com que os artistas busquem as mais variadas formas para viabilizar as suas criações. Nesse contexto, observamos uma proliferação de trabalhos solo nas diferentes linguagens artísticas, carentes de lugares para serem apreciados e discutidos. Com os objetivos de abrir espaço para estas obras, de aproximá-las do público e de fomentar a discussão acerca das diferentes possibilidades de criação em trabalhos solo”. Sofia Botelho

PROGRAMAÇÃO
Espetáculo teatral | GAVIÃO DE DUAS CABEÇAS - Andreia Duarte
16/09, domingo, às 19h | 55 min | 14 anos
Sinopse: Um canto de morte convida o público a adentrar no espetáculo. Discursos reais da atualidade política brasileira são costurados pelas falas da atriz, que viveu durante cinco anos na Amazônia, com o povo Kamayura. De um lado o discurso urbano-ruralista, de outro o do índio em prol da sobrevivência e ainda o da atriz questionando o seu lugar no encontro com a alteridade. O gavião de duas cabeças – ave que devora os índios mesmo depois da morte, é a representação do capital: aquele que destrói a natureza pela ambição de um progresso desmedido e o desejo pela mercadoria. Como é possível nos colocar no lugar do outro? O que é essencial para vivermos? Uma obra de resistência poética e política, um acontecimento teatral.
Ficha técnica: Idealização e atuação: Andreia Duarte/ Direção e preparação corporal: Juliana Pautilla/ Dramaturgia e cenografia: Andreia Duarte e Juliana Pautilla/ Direção e produção de arte: Alice Stamato/ Trilha sonora original: Carlinhos Ferreira/ Criação e operação de luz: Ronei Novais/ Criação de vídeo: Natália Machiavelli e Daniel Carneiro/ Operação de som e vídeo: Juliana Pautilla/ Registro em vídeo: Daniel Carneiro, Robson Timóteo e Anderson Chocks/ Fotografia: Fernanda Procópio/ Criação gráfica: Daniel Carneiro/ Realização: Materiabruta.

Espetáculo teatral | DEZUÓ - Edgar Castro
17/09, segunda, às 20h | 65 min | Livre
Sinopse: Tendo como mote a expulsão do menino Dezuó e de sua família da Vicinal do Vinte Um, comunidade ficcional ribeirinha, motivada pela construção de uma usina hidrelétrica no Rio Tapajós, oeste do Pará, na Amazônia brasileira, a peça reconstitui a trajetória do menino-homem andarilho que após a dissolução de sua vila natal refugia-se na cidade. A trajetória memorialista do andejo Dezuó adentra as facetas adversas da cultura e das realidades do Brasil para refletir sobre a negação do direito à terra e a consequente disfunção social, fruto direto de uma política desenvolvimentista operacionalizada à margem da legalidade.
Ficha técnica: Dramaturgia: Rudinei Borges/ Direção: Patricia Gifford/ Atuação: Edgar Castro/ Direção musical/músico em cena: Juh Vieira/ Instalação cenográfica e figurinos: Telumi Hellen/ Assistente de cenografia: Andreas Guimarães/ Adereços: Clau Carmo/ Apoio técnico: Thales Alves/ Iluminação: Felipe Boquimpani e Maíra do Nascimento/ Preparação corporal e vocal: Antonio Salvador/ Projeto gráfico: Murilo Thaveira –casadalapa/ Fotografia e vídeo: Cacá Bernardes e Bruna Lessa – bruta flor filmes/ Direção de produção e assistente de figurinos: Isabel Soares/ Parceria: Casa Livre Realização -Núcleo Macabéa. Ministério da Cultura. Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014.

Espetáculo teatral | OSMO - Donizete Mazonas
23/09, domingo, às 19h |70 min | 16 anos
Sinopse: “Osmo”, um serial killer com pretensões literárias, está mergulhado na difícil e intrincada tarefa de escrever sua história, quando é interrompido pelo telefonema de uma amiga que o convida para dançar. O gatilho foi acionado. Agora seu tétrico ritual será perpetrado: sair para dançar com uma mulher, fazer amor com ela e depois assassiná-la. Osmo é um anti-herói que busca compreender a dimensão da vida e da morte. Egocêntrico, só pensa em satisfazer os seus desejos, sem a interferência de uma moral que ponha freios aos seus instintos. Contudo ele busca em seus atos de horror a transcendência estética. A subjetividade do herói expõe tudo o que ele tem de humano, e isso implica percorrer ambos os caminhos: bem e mal. No conto, assim como a vida contém a morte, o bem contém o mal para juntos comporem a dança do universo. Assim como uma dança, a narrativa vai mudando de ritmo, de tom, gradativamente. Como bem escreveu Caio Fernando Abreu numa carta para Hilst, o conto cresce: “O tom rosado do início passa para um violáceo cada vez mais denso, até explodir no negror completo, no macabro”.
Ficha técnica: Texto: Hilda Hilst/ Direção, adaptação, figurinos e trilha: Suzan Damasceno/ Concepção, adaptação, cenário e interpretação: Donizeti Mazonas/ Atriz convidada: Érica Knapp/ Designer gráfico, iluminação, operação de luz e som: Hernandes de Oliveira/ Produção executiva: Jota Rafaelli/ Realização: Núcleo Entretanto, da Cooperativa Paulista de Teatro.



Espetáculo teatral | BADERNA - Luaa Gabanini
24/09, segunda, às 20h | 60 min | 14 anos
Sinopse: É uma performance teatral baseada no uso do corpo como instrumento de comunicação áudio e visual. Inspirada na bailarina italiana Marietta Baderna – que viveu no Rio de Janeiro e por conta de seu estilo transgressor e libertário para época, seu sobrenome virou sinônimo de bagunça.
Ficha técnica: Concepção Geral: Luaa Gabanini/ Direção: Roberta Estrela D’Alva/ Atriz-dançarina: Luaa Gabanini/ Direção de arte: Bianca Turner/ Poemas de ação dramática: Claudia Schapira e Luaa Gabanini/ Direção musical: Eugênio Lima/ Percussão: Alan Gonçalves e Daniel Laino/ Direção de produção e administração: Mariza Dantas.

Performance | MENOS – Matheus Leston
*14/09, sexta feira, às 20h | GRATUITO | 50 min | Livre
Sinopse: Menos é um projeto multimídia que busca a sincronia perfeita entre som e luz. Para isso, ao invés de fazer uso de ferramentas de análise de áudio, os próprios dados numéricos que representam as ondas sonoras são utilizados como valores de luminosidade exibidos em um grid de 16 barras de led digital. Não se trata de uma representação, uma interpretação visual do som, mas sim de uma transformação direta entre os dados, o que é possível em uma linguagem digital. Através de um algoritmo próprio, uma biblioteca de sons foi gerada automaticamente, sem intervenção. Esta coletânea de áudios foi então editada, tratada, recortada e organizada de forma a construir estruturas abertas à improvisação. O grid luminoso responde a esses sons de forma automática e, já que usa dos mesmos dados, a sincronia é sempre garantida, mesmo em criações espontâneas.

Ficha técnica: Criação, execução e performance: Matheus Leston.
Performance | A BABÁ QUER PASSEAR - Ana Flavia Cavalcanti
*21/09, sexta, às 16h | GRATUITO | Imediações do Shopping Santa Cruz | 180 min | Livre
Sinopse: A performance A Babá Quer Passear quer provocar o debate sobre a invisibilidade do empregado doméstico no Brasil, em sua maioria – homens e mulheres negras. A abordagem é sobre o trabalho das babás, mas não se resume a isso. Busca-se transformar a maneira como contratamos e remuneramos os ditos “serviçais”. Refletir sobre carga-horária, salário, benefícios, formação e os limites do limpar é o grande intuito deste trabalho. E se cuidássemos de quem sempre cuida de tudo? A performer Ana Flavia Cavalcanti se veste de branco, uma alusão aos uniformes de babás, ela fica dentro do carrinho de bebê e se coloca à disposição dos transeuntes para um passeio pelas ruas da cidade. O convite é feito através de um balão branco pregado ao carrinho com os dizeres: A Babá Quer Passear. O carrinho da babá só se movimenta se alguém quiser levá-la para um passeio. Durante o passeio a performer lança algumas perguntas: O seu filho ou filha tem uma babá? Essa babá está bem? Ela já viajou de teleférico? Ela tem algum sonho? Ela conhece as Cataratas do Iguaçu? O que ela mais gosta de comer? Ela dorme bem? A sua babá, quer passear?
Ficha técnica: Concepção, direção e performer: Ana Flavia Cavalcanti

Espetáculo de dança | ACIDENTES - Pedro Galiza
15/09, sábado, às 19h | 45 min | Livre
Sinopse: ACIDENTES é uma proposta transmidiática, que manifesta-se enquanto fenômeno coreográfico, sonoro e audiovisual. O conceito do trabalho é atemático, transmutante, instável, errático e vigoroso. As questões deste trabalho reportam a uma identidade hacker, ligada à vida e apaixonada pela morte – forjada na topografia dos desvios, aclives e declives dos espaços. O corpo aqui está em combustão num ambiente denso, selvagem e melancólico. Em cumplicidade com os espectadores, este corpo existe gerando atritos entre a sua percepção física, bem como a percepção da audiência.
Ficha técnica: Criação e Dança: Pedro Galiza/ Trilha Sonora: Pedro Galiza/ Iluminação: Rodrigo Munhoz/ Agradecimentos: Rubia Braga | Adriana Grechi - Plataforma Exercícios Compartilhados | Wellington Duarte | Vera Sala | Rodrigo Munhoz | Marcio Vasconcelos | CRD - Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo

Espetáculo de dança | AQUI É SEMPRE OUTRO LUGAR - Carolina Nóbrega
22/09, sábado, às 19h30 | 40 min | 16 anos
Sinopse: Umas imagens do Youtube mostram insistentemente a máquina de guerra – suas fábricas, seus consumidores, suas polícias. Palavras correm atrás das imagens tentando legendá-las. Um corpo, lento – uma mulher? –, se arma de uns tantos objetos.
Ficha técnica: Concepção, coreografia, performance, textos e edição de vídeo: Carolina Nóbrega/ Operação de luz e som: Pedro Felício.

Show | Josyara
15/09, sábado, às 21h30 | 45 min | Livre
Mansa Fúria traz um retrato da cantora, compositora e violonista baiana em seu percurso sertão/litoral/metrópole. Nascida em Juazeiro no interior da Bahia, Josyara traz em suas composições um olhar sensível sobre seu cotidiano e sua história, embaladas por um violão percussivo e potente. Se em seu disco de estreia “Uni Versos” ela apresenta suas raízes do sertão baiano, em Mansa Fúria ela escancara sua versatilidade trazendo uma voz e violão que dialogam perfeitamente com texturas eletrônicas. “Percebi que minhas canções refletem muito as águas e seus movimentos. É como meu corpo reage. Uma hora maré mansa, outra mar revolto, rio na enchente. Eu transbordo demais. Mansa Fúria também é o nome da música mais antiga do disco, tem cerca de 10 anos. E quando a escolhi vi que tinha uma força grande que ainda carrego comigo. Nela diz “por que eu quero é viver na mansidão, mansa fúria como o mar”. Em suas letras, algumas figuras têm presença forte: as frutas locais como a pinha, carambola, umbu, o árido sertão de sua terra natal, o encontro com o mar na capital soteropolitana, Yemanjá, Nanã. “É tudo muito natural. Não racionalizo muito quando estou no ápice da criação. A reflexão vem muitas vezes depois que escrevo, como um sonho que ganha significados depois que a gente acorda. Gosto de observar, contemplar com prazer as coisas que vejo beleza. Acredito que a nossa ligação com a beleza e a espiritualidade é ancestral, é esse diálogo entre a nossa natureza intuitive e o mundo exterior. Conto o que vejo cantando”.
Ficha técnica: Josyara - Voz e Violão

Show | Maurício Pereira
22/09, sábado, às 21h30 | 80 min | 10 anos
Sinopse: O músico paulistano Mauricio Pereira tem 7 discos solo gravados, todos distribuídos por Tratore e disponíveis em streaming. Suas composições tem sido gravadas por artistas como Metá Metá e Maria Gadu, entre outros. Nos anos 80 criou a banda Os Mulheres Negras com André Abujamra.Nos anos 90 foi cantor do programa Fanzine, de Marcelo Rubens Paiva, na TV Cultura, e um dos pioneiros na internet, fazendo o primeiro show brasileiro ao vivo na rede. Faz palestras e oficinas sobre música, além de produzir conteúdo para cinema, teatro e imprensa. É também ator e locutor. Tem vários shows em cartaz, tanto os de seus discos autorais, quanto em parceria com artistas como Paulo Freire, Wandi Doratiotto, Arthur de Faria, Tim Bernardes (O Terno). No show estará acompanhado por Tonho Penhasco na guitarra e no repertório, além de canções do recém lançado #outononosudeste, toca também canções dos álbuns "Pra Marte", "Pra Onde Que Eu Tava Indo" (2014) e “Mergulhar na Surpresa”, de 1998.

Ficha técnica: Voz e saxofone: Mauricio Pereira/ Guitarra: Tonho Penhasco.

*RODA DE CONVERSA COM OS ARTISTAS PARTICIPANTES DO FESTIVAL
(Aberto ao público) | 19/09, quarta, às 20h | GRATUITO

*Cabaré | 20/09, quinta, às 20h
com Mariano Mattos (MC)
Luiza Romão | poeta
Gui Calzavara | multi-instrumentista
Lorena Pazzanese | Performance: Vetruvio
Clowndette Maria | Feira de artigos femininos

Ficha Técnica
mOno_festival, um projeto de 28 Patas Furiosas
Coordenação geral: Sofia Botelho
Assistência de coordenação: Isabel Wolfenson
Curadoria: Isabel Wolfenson, Laura Salerno e Sofia Botelho
Coordenação da Ação Formativa: Valéria Rocha
Coordenação Técnica: Wagner Antônio
Técnicos: Douglas de Amorim, Dimitri Luppi Slavov, Gustavo Viana e Marcus Garcia.
Coordenação de comunicação e redes sociais: Laura Salerno

Design Gráfico: Murilo Thaveira
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Marcia Marques
Registro audiovisual: Marcos Yoshi
Produção Executiva e Financeira: Iza Marie Miceli e Bia Fonseca - Nós 2 Produtoras Associadas
Realização: 28 Patas Furiosas

SERVIÇO
de 14 a 24 de setembro de 2018

Local: Espaço 28
Rua Doutor Bacelar, 1219 - Vila Clementino, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia
Aceita dinheiro e cartão de débito
Possui acessibilidade
Lotação: 40 lugares



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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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