TEATRO
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Teatro Adulto - Estreias

Concerto para João

A vida do maestro João Carlos Martins é encenada no teatro
Sinopse
Com direção de Cassio Scapin e dramaturgia de Sérgio Roveri, o espetáculo, que estreia na Faap, traz Rodrigo Pandolfo como protagonista, que também viveu o artista no cinema. Completam o elenco os atores Duda Mamberti, Ando Camargo e a atriz Michelle Boesche.

A trajetória de um artista que venceu todosos limites para não abandonar de vez a sua maior paixão: a música.

Consagrado como um dos grandes pianistas do mundo, sofreu uma queda enquanto jogava futebol no Central Park, em Nova York, que provocou atrofia em três dedos. Depois de um ano, voltou a tocar com dificuldade e abandonou a carreira por sete anos.

A partir desse momento, diversos problemas de saúde causaram muitas dificuldades para que continuasse na profissão, mas a força de vontade fez com que ele criasse adaptações para continuar tocando.

Ficção e dados reais estão no texto criado por Sergio Roveri, com uma trama que se passa durante uma das várias cirurgias às quais o pianista foi submetido para tentar continuar tocando. Ele revive momentos de sua vida e recebe a visita de um homem misterioso, com quem estabelece uma relação humana e musical.

Sobre esse trabalho Rodrigo Pandolfo declara: “Cinema e teatro são veículos muito distintos, então, invariavelmente, existe um pequeno abismo entre os dois. Desta vez, certamente, vou descobrir camadas mais profundas e me apropriar com mais segurança dessa figura tão interessante. A dramaturgia do espetáculo é muito distinta do filme. Ela foge da biografia cronológica e os personagens, a temperatura, a direção, as situações, os atores são todos diferentes.

Segundo Roveri, a peça não traz uma linguagem cronológica, fugindo das biografias tradicionais: . “Eu procurei um recorte para contar a história dele – e achei que a cirurgia no cérebro a que ele se submeteu em 2012 era o acontecimento perfeito para eu lidar com as questões da memória dele, dos medos, das superações. Assim, no plano real, a peça se passa nos poucos dias em que ele ficou internado, mas na imaginação do maestro há toda uma vida sendo passada em revista. A peça, na verdade, assumiu este desafio de condensar uma vida riquíssima dentro dos três ou quatro dias que ele ficou no hospital. E apesar do talento comprovado e reconhecido dele, o que mais me inspirou na hora de escrever foram os momentos em que ele se viu privado deste talento. E eu penso que, ao conduzir a história por este caminho, a peça deixa de falar apenas dele e passa a falar de todo grande artista que, de repente, se vê impedido de realizar sua arte”, conta o autor.

Martins não conhecia Roveri e ficou impressionado com a qualidade do seu texto: Parece que ele esteve dentro da minha alma desde os 18 anos. Ele soube captar o que passou internamente entre a dúvida de achar que eu tinha uma missão e a dúvida de levar essa missão adiante, sabendo que eu tinha uma distonia cerebral. Essa espécie de ansiedade aliada a uma interrogação do que seria o meu amanhã, durante esses 60 anos, estão impressos dentro as peça toda”, revela o maestro.

A trajetória de João Carlos Martins:
Aos 25 anos, já consagrado como um dos grandes pianistas do mundo, João Carlos sofreu uma queda enquanto jogava futebol no Central Park, em Nova York, que atingiu o nervo ulnar e provocou atrofia em três dedos, obrigando-o a parar de tocar. Depois de um ano, voltou a tocar com dificuldade. Abandonou a carreira aos 30 anos.

Após sete anos longe do piano, decidiu voltar aos palcos, recebendo excelentes críticas da imprensa e a aclamação do público. Nesse período, porém, descobriu que desenvolveu distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort). Novamente teve que abandonar a carreira.

A paixão pela música fez com que ele retornasse anos mais tarde e, mesmo com sequelas, que o forçaram a adaptar novas formas de tocar, iniciou a gravação da obra completa de Bach.

Em 1995, em um assalto na Bulgária, foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, que provocou uma sequela neurológica, comprometendo o movimento da mão direita. Por meio de reprogramação cerebral, conseguiu recuperar os movimentos e voltou a tocar com as duas mãos. Entretanto, esse procedimento médico deixou sequelas no braço direito e na fala. Quando ele falava, sentia terríveis dores no braço.

Decidiu passar por um novo procedimento cirúrgico para corrigir o problema e teve os seus movimentos da mão direita afetados. Antes, porém, terminou a gravação da obra completa de Bach para o piano. Passou a fazer apresentações apenas com a mão esquerda.

João Carlos foi surpreendido pelos médicos com a notícia de que havia desenvolvido Contratura de Dupuytren na mão esquerda. Embora tenha passado por um novo procedimento cirúrgico, João Carlos acabou perdendo o movimento da mão esquerda, o que o inviabilizou novamente de tocar piano. Em 2002, teve que parar de tocar, e, dessa vez, acreditou seria para sempre.

Em 2004, aos 64 anos, João Carlos iniciou os seus estudos de regência. Seis meses depois, apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas, como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que fazia quando pianista.
Em 2006, idealizou a Fundação Bachiana, com a missão de levar a música clássica às pessoas que pouco, ou nunca, ouviram falar dela. Construiu uma sólida carreira com a sua Bachiana Filarmônica SESI-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar no Carnegie Hall (2007).

Atualmente, a Fundação Bachiana mantém oito núcleos de musicalização para crianças e jovens pelo Brasil e tem realizado cerca de 80 apresentações por ano. Mesmo com todas as l


Ficha Técnica:
Texto: Sérgio Roveri
Direção: Cassio Scapin
Elenco: Rodrigo Pandolfo, Michelle Boesche, Ando Camargo e Duda Mamberti.
Cenário: Chris Aizner e Nilton Aizner
Figurino: Fabio Namatame
Trilha Sonora: Daniel Maia
Iluminação: Marisa Bentivegna
Direção de Produção: Carlos Mamberti
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Fotografia: Ale Catan
Marketing e Negócios: Fernanda Couto e Kiko Vianello
Ministério da Cultura e Atlas Schindler apresentam Concerto para João
Apoio: Volkswagen Caminhões e Ônibus
Realização: Geradora Teatral e CD4 Produções
Correalização: AT Cultural

SERVIÇO
Teatro Faap – Rua Alagoas, 903 - prédio 1 – Higienópolis

Temporada: 10 de agosto a 02 de dezembro
Sextas e sábados às 21h. Domingos às 18h.
Ingressos: R$ 75 (inteira) e R$ 37,50 (meia-entrada)
Classificação: Livre
Duração: 80 minutos
Capacidade: 510 lugares
Informações: (11) 3662-7233
ESTAPAR Estacionamentos
Rua Alagoas, 903. Entrada pela Rua Armando Penteado – Portão G7
Telefone: (11) 3662-7582
www.estapar.com.br


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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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