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Entrevistas e dicas de espetáculos

Os ingressos para o Festival de Curitiba estão à venda. De 27 de março até 7 de abril.
Publicado em 12/02/2019, 14:00
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Fiquem ligados nas peças que estarão no evento e as atividades que acontecem além dos espetáculos
Estreias, espetáculos que fizeram temporadas de sucesso e conversas com profissionais de larga experiência

“Em nosso tempo, a mera produção de uma obra de arte já é, em si, um ato político.”
Auden

O Festival tem levado ao público espetáculos que se enquadram dentro de um projeto curatorial que prima pela extinção das fronteiras entre gêneros artísticos como dança, teatro, música e performance, buscando um olhar, segundo a ideia de Marcio Abreu e Guilherme Weber, ¨para corpos que performam suas existências no mundo de forma atravessadora e uma investigação sobre o Brasil através das criações de seus artistas¨..

O evento também objetiva fomentar discussões sobre a arte e o “Interlocuções”, oferece encontros, oficinas e o intenso debate de ideias entre artistas de Curitiba e convidados com o público da cidade.

“A Insurreição que Vem” é o emblema sob o qual se apresentam os espetáculos e seus artistas nesta edição de 2019. Tomado emprestado do título de um livro do Comitê Invisível, que investiga, em sete esferas, questões relacionados ao self, relações sociais, trabalho, economia, urbanidade, ambiente e fim de civilização, este emblema também multiplica focos de resistência, suas potencialidades de organização e seus estímulos à criatividade. Se a crise do país parece dizer que já não existe linguagem para a experiência comum, nossos artistas apontam pistas e trilhas com reflexões significativas para o futuro quando põem em foco a crítica do presente, fazendo também da linguagem a possibilidade de transformação de uma nação.

SOBRE OS ESPETACULOS - Fonte assessoria de imprensa

Aquele que Cai (“Celui qui Tombe”) é uma criação do coreógrafo, bailarino e acrobata francês Yoann Bourgeois. Seus jogos teatrais vertiginosos foram definidos pelo criador como um circo existencial. Aqui, seis artistas enfrentam o perigo de cair, ou o “drama da queda”, que pode conduzir à imobilidade. Poderosa metáfora da vida e da resistência perpetuada pelos artistas.

As Comadres traz a mítica diretora francesa Ariane Mnouchkine em seu primeiro trabalho fora do Théâtre du Soleil, dirigindo 20 atrizes brasileiras. O espetáculo faz uma celebração ao feminino como uma linha melódica e contínua de resistência.

O Recital da Onça marca a volta aos palcos, após 25 anos, da atriz Regina Casé. É também seu reencontro com o diretor Hamilton Vaz Pereira, com quem criou o mítico grupo “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, que marcou a história do teatro brasileiro. Juntam-se a eles os grandes Hermano Vianna e Estevão Ciavatta para criar a palestra que uma brasileira prepara para estudantes estrangeiros. Através de grandes autores do país, a comédia radiografa a identidade nacional e sua potencialidade de futuro e também o lugar do Brasil no imaginário estrangeiro.

Panorâmica Insana - A diretora Bia Lessa borra fronteiras entre teatro, dança e artes plásticas no seu Panorâmica Insana, no qual articula textos de diversos autores para criar um percurso de memórias sobre a sociedade contemporânea e questões como gênero, miséria, violência e política.

Fúria é a nova criação da coreógrafa Lia Rodrigues, cujo trabalho contínuo expõe a ideia da reinvenção de um corpo social ligado às suas energias primitivas. Um conjunto de nove bailarinos cria os paradoxos da alteridade e pergunta em carne “o que significa ter um corpo? Trata-se de ter uma boca para falar ou gritar? Ou membros para agarrar, bater ou agarrar-se a outro corpo?” O espetáculo chega à Curitiba logo após sua estreia mundial em Paris.

Elza - Diva da MPB e monumento à coragem e perseverança, a cantora do milênio Elza Soares tem sua vida e majestosa carreira apresentadas e refletidas em sete atrizes no musical Elza. Político, sensual e metafórico, o espetáculo canta contra o racismo, machismo e toda forma de opressão.

A soprano brasileira radicada em Londres, Gabriela Laccio, chega ao Festival logo após ser nomeada uma das 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo pela rede britânica BBC. Sua pesquisa sobre compositoras levou a criação do site e do selo Donne Women in Music dedicado à descoberta de obras de compositoras não reconhecidas pelo patriarcado da música erudita. Em Do Convento a Sala de Concerto Gabriella apresenta, junto com as pianistas Cristina Capparelli e Catarina Domenici, um repertório que cobre mais de cinco séculos de contribuição feminina para a música erudita ocidental.

Peça Para Adultos Feita Por Crianças - Elisa Othake, em Peça Para Adultos Feita Por Crianças, cria junto com cinco crianças uma versão de Hamlet, partindo do entendimento singular de cada uma delas sobre a obra. A reflexão sobre a humanidade é apresentada nas particularidades do universo infantil e então, ressignificada, apresenta novas visões do mundo, da política e do transumano.

Uma frase para minha mãe - Ana Kfouri encena e performa um recorte dramatúrgico do texto Uma frase para minha mãe do escritor, poeta e critico literário francês Christian Pringent, com tradução e adaptação de Marcelo Jacques. Essa espécie de “lamento bufo”, como se refere o próprio autor, reinventa a língua para revelar relações profundas entre vida e arte. Uma voz em primeira pessoa narra a descoberta do mundo e da linguagem através da relação com a mãe. Solo vibrante criado num dialogo vivo entre o teatro e a literatura.

Sísifo.Gif reafirma que os mitos são feitos para que a imaginação os anime. A dramaturgia de Gregório Duvivier e Vinícius Calderoni investiga como transpor para o palco a linguagem do gif e dos memes, usando o mito de Sísifo como alegoria do herói absurdo, comédia brasileira moldada por paixões e tormentos. Interpretação solo de Gregório Duvivier que estreia no Festival de Curitiba.

Abujamra Presente reúne novamente o elenco da Companhia Os Fodidos Privilegiados, que teve durante 10 anos a direção do grande homem de teatro Antônio Abujamra. O espetáculo recupera a verve desse artista brasileiro e a memoria de um grupo que foi bastante ativo no panorama teatral do nosso país.
Foi criado especialmente para a exposição “ Rigor e Caos” em homenagem ao diretor.

Outros é a segunda parceria entre o Grupo Galpão e o dramaturgo e diretor Marcio Abreu. A peça é um desdobramento de “Nós” , a montagem anterior. Com mais de 35 anos de carreira, o grupo ativa o seu vigor artístico num dialogo potente com a performance, a vivência em espaços públicos, os sentidos políticos e poéticos na arte . O espetáculo investiga poesia e alteridades e se estrutura numa dramaturgia polifônica e de sensível conexão com os tempos atuais.

A Cia Hiato completa 10 anos de atividades visitando Homero. Com uma série de trabalhos que investigam relações diversas entre as realidades e as ficções, o grupo construiu um repertorio potente e significativo na cena teatral brasileira. Em Odisseia vemos o mito relacionado a “mitologias” pessoais e coletivas narradas pelas atrizes e atores, oscilando entre realismo e fantasia, entre o grandioso e o íntimo.

O Quadro de Todos Juntos é uma peça do repertório do grupo mineiro Pigmalião Escultura que Mexe. Seu trabalho, através do teatro de animação e de bonecos, expande os limites entre as artes cênicas e as artes plásticas. O espetáculo que propomos na programação do festival parte de uma fotografia de família para revelar, com densidade, o “não revelado” nas complexas relações familiares. Entre a doçura e a perversidade, aborda sexualidades desviantes das normas sociais e apresenta contundentes reflexões sobre o tema.

Com memórias e musicalidades diversas como síntese, a Orquestra Mundana Refugi é formada por músicos brasileiros, imigrantes e refugiados vindos de países em situação de conflito social como Palestina, Congo, Guiné e Irã. A música desta orquestra aciona lugares da mente que a opressão não alcança e cria um concerto de alteridade e gigantesca riqueza cultural.

Definido por seus criadores como uma dança luta, Quando Quebra Queima é construída pelos estudantes que viveram a já histórica Primavera Secundarista, movimento de ocupação das escolas que impediu o fechamento de centenas de salas de aula em São Paulo e que se espalhou por todo o Brasil em diferentes reivindicações. Com um autonomismo sem cartilha, os “secunda” aqui reunidos em cena construíram um novo capítulo de luta e resistência da juventude contra os ataques à democracia e à educação brasileira, defendendo uma nova escola, livre das amarras de um projeto pedagógico conservador e alienante.

Isto é um negro? , dirigido por Tarina Quelho, artista com trajetória permeável entre dança, performance e teatro, criado por um coletivo de artistas ligados direta ou indiretamente a EAD, Escola de Arte Dramática, de São Paulo, é um espetáculo que tensiona teoria e prática, materializando em cena performances que refletem com ironia e radicalidade as questões mais indesviáveis a respeito da negritude e do ser negra e negro no nosso pais.

Navalha Na Carne – Uma Homenagem a Tônia Carrero - Olhar um obra em perspectiva pode ser raro. Temos a chance aqui, nesta edição do Festival, de ler a seminal experiência teatral de Plinio Marcos em duas versões. Navalha Na Carne – Uma Homenagem a Tônia Carrero, que traz à luz a memória de um teatro e de um tempo a partir da história de uma grande atriz brasileira. A encenação produzida e interpretada por Tônia há 50 anos, desafiando a ditadura militar, tornou-se referência e entrou para a história. Navalha Na Carne Negra é um dispositivo que absorve elementos estruturantes da obra de Plinio Marcos, mas joga luz na dimensão ressurgente dos corpos que foram lidos apenas como destituídos. Ato afirmativo de lugares sociais legítimos sistematicamente apagados pelo racismo estrutural brasileiro. Uma peça que conta as histórias não contadas.

Relatos Efêmeros da França Antártica - Francisco Carlos, dramaturgo e diretor amazonense, faz um mergulho na complexa história colonial brasileira, buscando um teatro de radicalidade linguística e visual com o seu Relatos Efêmeros da França Antártica, que estreia nacionalmente no Festival de Curitiba.

Fedra é uma criação original inspirada na peça da dramaturga inglesa Sara Kane “Amor de Phaedra” e em referências da internet, reinterpretando o mito e fazendo conexões com os temas mais urgentes do nosso tempo. Dirigida pelos artistas curitibanos Eduardo Ramos e Michelle Moura reúne um coletivo de artistas da cidade e é mais uma realização do AP da 13.

Sérgio Blanco, dramaturgo e diretor uruguaio radicado na França, vem mais uma vez ao Festival de Curitiba, agora com uma criação inédita chamada Tráfico, na qual segue a linha de autoficção que vem desenvolvendo em diversas obras nos últimos anos. Neste monólogo, o ator colombiano Wilderman Garcia Buitrago, interpreta um garoto de programa que se envolve em situações ligadas a crimes de assassinato.

Tripas, com texto e direção de Pedro Kosovski e atuação de Ricardo Kosovski, coloca em cena as complexas relações entre pai e filho através do ponto culminante onde tudo é possível: o teatro. Realidade e ficção se entrelaçam nessa experiência contundente e viva de embates e afetos.

Trazendo a tona questões como xenofobia, solidariedade, guerra e estados de exceção, Dezembro, encenação do curitibano Diego Fortes para o texto do chileno Guillermo Calderón, reflete com humor, profundidade e sentido histórico, os caminhos tortuosos da nossa América Latina.

Em registro de autoficção, o solo Ícaro reflete sobre a fragilidade e diversidade humana, preconceito e resiliência. Através de seis depoimentos ficcionais de cadeirantes, o ator Luciano Mallmann reflete sua própria experiência como cadeirante, artista e brasileiro.

INTERLOCUÇOES

Além da programação dos espetáculos, peças e performances, nas ultimas três edições criamos as Interlocuções, plataforma na qual reunimos pensadores, artistas e críticos em ações plurais e gratuitas de formação, encontros, intercâmbios, residências artísticas, oficinas, debates, rodas de conversa, lançamentos de livros, seminários, mesas redondas e outras ações de diálogo potente com o publico, em diversos espaços da cidade, incluindo sedes de coletivos e companhias, ampliando a experiência da arte, da reflexão e da convivência entre público, artistas e aprendizes. Nomes como André Lepecki, Eleonora Fabião, Ariane Mnouchkine, Lia Rodrigues, Cia Senhas, os sites Bocas Malditas e Horizonte da Cena, entre outros tantos, integram em 2019 as Interlocuções.

CONVIDADOS

A edição de 2019 recebe os espetáculos convidados pelo Festival, Dogville e O Frenético Dancin Days, além de duas mostras com foco no repertório de duas companhias: Mostra Stavis-Damaceno e Mostra Satyros.

Para reservas e mais detalhes: www.festivaldecuritiba.com.br


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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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